Frónesis I

 

“uma trilogia sobre o plano de consciência”

Na sua possibilidade extrema a teoria, como contemplação, é sabedoria, quer dizer, uma perícia, uma capacidade exímia para por a descoberto e compreender intuitivamente no seu isolamento os princípios e as causas das coisas. Principios e causas das coisas que são assim o alvo visado pelo olhar contemplativo. O prático é um horizonte que admite estruturalmente variação. Como tal, os seus princípios e causas terão de ser necessariamente diferentes dos que presidem ao horizonte teórico. A sua detecção está sob a égide de uma forma diferente de acesso. A perspectiva que abre para eles não pode perder de vista nem o sentido orientador que planeia, orienta e assim permite agir. Esta disposição desocultante é a fronésis, a sensatez. Trata-se da possibilidade extrema do ponto de vista prático, homóloga da sabedoria no ponto de vista teórico.” (Aristoteles, Ética a Nicómano Quetzal Editora, tradução e notas de António de Castro Caeiro, 2012)

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