Medit action Inside specific

 

Podemos pensar a meditação e o processo consciente e criativo da acção, como os meios necessários para a integração do observador no espaço paradoxal da existência, e da sua realização. Pelo contrário na criação física do objecto, a formalização da ideia acontece, como o declarar da dependência do ser ao “attachment” da extensão dele próprio, na perspectiva da dualidade, e na consequente des responsabilização do presente e da sua actividade a realizar.

De acordo com Wylie Sypher: “O futuro é aquele em que o tempo se torna efectivo, e a marca do tempo é a desordem crescente em direcção à qual tende o nosso sistema . No decurso do tempo, aumenta a entropia. O tempo pode ser medido pela perda de estrutura do nosso sistema, para além da sua tendência para se afundar de volta no caos original do qual pode ter emergido … Um dos significados do tempo é a sua deriva em direcção à inércia.”  Sypher (1962), Loss of Self in Modern Literature and Art, p. 73 e 74.

Neste processo, o que existe com o encerrar da visualidade é: uma nova abordagem à observação interna enquanto somos observados externamente. A consciência desperta quando nos sentimos observados, mas que consciência? A ideia é lançar o desafio da interioridade (a)perceptiva sobre nós próprios, e abrir espaço para o debate sobre quais os caminho que nos levam a experienciar algo que se encontra extremamente presente, muito embora não seja percepcionado pela maioria da população devido à exagerada importância que damos à relação com a exterioridade cognitiva de nós próprios com os outros.

Pretende explorar os aspectos estéticos verdadeiros relativos à sensação para que se possa progressivamente olhar para o exterior de uma outra forma, fundada na relação entre o infinito exterior e o infinito interior, entre a ética e a estética, pois parece-me ser este o caminho da realização da actividade que cria.

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