Non site specific I

 

Por entre o espaço, a obra e o observador, o que existe à partida é o plano, esse que se entende como base estruturante para o entendimento do site specific, no entanto aqui a pergunta é feita de uma outra perspectiva, é a tentativa de levar em consideração o ampliar de uma nova fronteira ainda que frágil, fundamental para a construção da percepção do meio em que estamos inscritos e que não observamos nem sentimos conscientemente. A simplicidade da obra é a tentativa de ligação à sua própria hiper-realidade, como meio experimental da sua condição que comunica a ideia da não localidade de tudo, o eterno movimento do desenho que a luz insere em nós. Pretende expandir o campo ao nível que lhe é possível, de forma subtil, numa linguagem onde a referência ao sinal lhe permite a sua mesma quietude de um presente fotográfico, aparentemente imóvel, à espera da construção de si própria. É uma abordagem à perspectiva do encontro com o observador, como que se dele espera-se uma intencionalidade que já lhe é inerente.