OVNI – Objectos Visuais Nepal India

 

 

Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha e Museu José Malhoa

 

a   p r e    s e n t   a m

OVNI    O b j e c t o s   V i s u a i s   d o   N e p a l   e   d a   Í n d i a  

 

Caldas da Rainha, Almada, Lisboa OVNI é um projecto internacional de diálogo estético com o Oriente, com epicentro no Museu José Malhoa, em Caldas da Rainha, Portugal. É um programa cultural e artístico a desenvolver-se entre Novembro de 2019 e Janeiro de 2020 – os principais eventos públicos decorrendo durante o mês de Novembro em Caldas da Rainha e Lisboa. O principal objectivo desta iniciativa é o de apresentar em Portugal Arte Contemporânea do Nepal e da Índia, com foco na divulgação de criadores que na actualidade estabelecem ligações produtivas tanto com a tradição como com a modernidade. OVNI desvela por outro lado o interesse e o fascínio por esse ‘outro planeta’ que vários criadores portugueses desenvolveram nas suas viagens ao Oriente. De uma forma muito sucinta e intuitiva, estabelece-se assim uma relação integrada entre arte e viagem, criação e mediação, pensamento e performance celebrando-se, num registo de partilha de patrimónios, saberes e horizontes, as águas sagradas de duas cidades: Caldas da Rainha e Varanasi. Investigação-acção: focos A iniciativa aborda, estrategicamente, três questões-chave, assim definindo um território de problemáticas. A de como o Património cultural se pode comunicar e confrontar a si mesmo através das fronteiras e de um contacto intercultural. A de como o Património edificado – nomeadamente o Museu José Malhoa – com suas funções programáticas e valores históricos, pode ser interpretado e reinventado por conceitos culturais transversais (noção de curatorial[1]). E finalmente a de como o Património imaterial em torno do mito pode ser animado e sobretudo entendido cognitivamente por via de uma programação do inesperado, num espírito de investigação trans- e metadisciplinar. O programa, que inclui uma exposição de artes visuais, conferências, workshops e intervenções urbanas, e tem um ponto alto na apresentação de convidados originários do Nepal e da Índia, destacados agentes artísticos e culturais, com reconhecida actividade de mediação e/ou pedagógica, dando destes países, de seu inestimável património e realidades culturais, uma imagem dinâmica e actual. A acção deverá ser contextualizada pela apresentação de obras de Pintura oriundas do Museu Bharat Kala Bhavan da Universidade Hindu de Varanasi (BHU), que guarda a mais importante colecção de pintura miniatural de todo o Mundo. A exposição de Artes Visuais – o evento-chave da iniciativa – integra ainda intervenções e obras de 5 criadores portugueses, cujo percurso em vários momentos foi pautado por uma consciência do Oriente – da paisagem rarefeita dos Himalaias às metrópoles sobrepovoadas – como fonte sempre renovável de inovação artística e cultural, de renovação interior propriamente filosófica e humanística. Numa época em que a comunidade artística ao nível internacional necessita, como nunca, de criar pontes para co-enunciar as suas visões estéticas num mundo global, reforçando identidades distintas por via de diálogos estimulantes – glocalizações apropriativas –, estabelecer encontros que ofereçam novas possibilidades de conhecimento mútuo e internacionalização tanto aos artistas e mediadores como às instituições científicas e museológicas é um imperativo. Há um público sempremergente para este tipo de entendimento da cultura como palco de um património comum por criar. É este o objectivo essencial deste projecto artístico e cultural, no quadro de uma articulação eficaz entre as dimensões da Investigação (ESAD.cr/LIDA) e da Museologia (Museu José Malhoa, Museu do Oriente), numa lógica de interpelação da Cidade (Câmara Municipal de Caldas da Rainha, Associação do Património Histórico, Silos Contentor Cultural – em Caldas da Rainha; Galeria Ato Abstrato, Associação Renovar a Mouraria, Casa Independente, Palácio Belmonte – em Lisboa). O programa procurará tirar partido da colaboração (inédita) entre as instituições envolvidas. Procurará ir ao encontro da estratégia cultural e de place branding da cidade de Caldas da Rainha e finalmente responde ao desígnio de contínua renovação da relação do Museu José Malhoa com os seus públicos. Neste âmbito, a colaboração com a Comunidade Hindu de Portugal, o Centro de Estudos Indianos da FLUL e a própria Embaixada da Índia é um aspecto essencial da iniciativa. É neste quadro que a iniciativa celebra a primeira década dos Estudos Hindus na FLUL – no ano em que o Sânscrito se tornará na nova Lígua leccionada e estudada na Universidade. 2019 é ainda o ano das celebrações do 150.º aniversário de Mahatma Gandhi. [1] http://tranzit.org/curatorialdictionary/index.php/dictionary/curatorial/

JAN25

A Arte Pública como Caminho

Sat 6:00 PM UTC · 60 guests

Museu de José Malhoa

Caldas da Rainha

JAN25

OVNI – Agenda de Janeiro

Jan 7, 2020 – Jan 25, 2020 · Hosted by OVNI – Objetos Visuais do Nepal e da Índia

 

JAN25

Aula Aberta de Yoga

Sat 4:00 PM UTC · 55 guests

Museu de José Malhoa

Caldas da Rainha

JAN18

Conferência-performance – Nélson Guerreiro

Sat 3:00 PM UTC · 28 guests

Museu de José Malhoa

Caldas da Rainha

 

JAN10

Conferência de Síntese

Fri 11:00 AM UTC · 11 guests

Caldas da Rainha

Caldas da Rainha

JAN8

Palestra – Balkrishna Maganlal

Wed 4:00 PM UTC · 29 guests

Museu de José Malhoa

Caldas da Rainha

 

DEC17

OVNI – Agenda de Dezembro

Dec 3, 2019 – Dec 17, 2019 · Hosted by OVNI – Objetos Visuais do Nepal e da Índia

DEC17

Palestra – Shiv Kumar Singh

Tue 4:00 PM UTC · 21 guests

Museu de José Malhoa

Caldas da Rainha

 

DEC14

Palestra – Mafalda Sousa

Sat 6:00 PM UTC · 108 guests

SILOS Contentor Criativo.

Caldas da Rainha

DEC7

Conferência-Performance – Nélson Guerreiro

Sat 3:00 PM UTC · 10 guests

Ato Abstrato, Galeria de Arte

Lisbon

 

NOV29

The Parable of the Long Spoons

Fri 3:30 PM UTC · Hosted by OVNI – Objetos Visuais do Nepal e da Índia

SILOS Contentor Criativo.

Caldas da Rainha

NOV28

Mural – Performance – Suresh K. Nair + Joana Rodrigues

Nov 28, 2019 – Nov 29, 2019 · 125 guests

SILOS Contentor Criativo.

Caldas da Rainha

 

NOV28

Performance – Filipe Garcia

Thu 6:30 PM UTC · 59 guests

Museu de José Malhoa

NOV28

Exposição de Artes Visuais | Inauguração

Thu 6:00 PM UTC · 21 guests

Museu de José Malhoa

Caldas da Rainha

 

NOV28

OVNI – Agenda de Novembro

Nov 8, 2019 – Nov 28, 2019 · 33 guests

NOV21

Intervenção Urbana ‘Don’t React’ – Shazeb A. Shaikh

Thu 2:00 PM UTC · 12 guests

Caldas da Rainha

 

NOV19

OVNI-Aula Aberta-Pedro Ramos

Tue 10:00 AM UTC · 3 guests

Museu José Malhoa

Caldas da Rainha

NOV15

Exposição de fotografia – Agata Wiórko

Fri 5:00 PM UTC · 42 guests

Casa Antero

Caldas da Rainha

 

NOV15

Masterclass | Ashmina Ranjit

Fri 10:00 AM UTC · 11 guests

ESAD Caldas da Rainha

Caldas da Rainha

NOV14

Performance – Ashmina Ranjit

Thu 6:30 PM UTC · 71 guests

Casa Independente

Lisbon

 

NOV14

Masterclass | Koshal Hamal

Thu 10:00 AM UTC · 16 guests

ESAD Caldas da Rainha

Caldas da Rainha

NOV13

Seminário em Performance – Ashmina Ranjit

Wed 11:00 AM UTC · 101 guests

Museu do Oriente

Lisbon

 

NOV9

Trimurti – Artes Plásticas

Sat 5:00 PM UTC · 70 guests

Ato Abstrato, Galeria de Arte

Lisbon

NOV9

Conferência-performance – Nelson Guerreiro

Sat 3:00 PM UTC · 24 guests

Renovar A Mouraria

Lisbon

 

NOV9

Workshop com famílias – Koshal Hamal

Sat 3:00 PM UTC · Hosted by OVNI – Objetos Visuais do Nepal e da Índia

Renovar A Mouraria

Lisbon

NOV8

Conferência Abertura | Apresentação OVNI

Fri 4:30 PM UTC · 24 guests

Museu José Malhoa

Caldas da Rainha

 

NOV8

Performance – Manoel Barbosa (Cancelado)

Fri 3:30 PM UTC · 24 guests

ESAD Caldas da Rainha

Caldas da Rainha

Performance – Manoel Barbosa

OVNI – Objetos Visuais do Nepal e da Índia
Friday, November 8, 2019 at 3:30 PM – 4:30 PM UTC

 

ESAD.CR | Caldas da Rainha | Auditório 1

POXTRLM é a segunda performance de um Ciclo a interpretar por Manoel Barbosa e convidados, com leituras-interpretações performáticas, sonoras e visuais, de textos, pensamentos, conclusões, propostas, de Dante Alighieri, M. Gandhi, Céline, Charles Darwin, Antonin Artaud, Albert Einstein, Pablo Picasso, Leornardo da Vinci, Stephen Hawking, Pitágoras, Sigmund Freud, Ezra Pound, Galileu Galilei, Charles Baudelaire. A primeira performance, GWERLR, foi apresentada em Junho de 2019 no evento EV.EX, com a leitura de oito páginas da Divina Commedia de Dante Alighieri.

Performance POXTRLM
Criação total, voz directa e gravada, imagens: Manoel Barbosa
Co-criação (últimos 20′): Isabel Costa
Data de criação: 2019
Performers: Manoel Barbosa + Isabel Costa + performers convidados pela ESAD.CR
Duração: 55-60′
Estreia e exibição única: Projecto OVNI, Auditório da ESAD.CR, Caldas da Rainha, 08 Novembro 2019
Produção: Projecto OVNI, ESAD.cr, MB.AR.PER

Conferência Abertura | Apresentação OVNI

Friday, November 8, 2019 at 4:30 PM – 5:30 PM UTC

 

Decorrerá no dia 8 de novembro a Conferência de abertura/apresentação do Projeto OVNI – OBJECTOS VISUAIS DO NEPAL E DA ÍNDIA -Projecto internacional de diálogo estético com o Oriente, da iniciativa da Escola Supoerior de Artes e Design das Caldas da Rainha/ Instituto Politécnico de Leiria em parceria com o Museu José Malhoa/Direção Regional de Cultura do Centro, com o apoio de diversas instituições.
O OVNI irá juntar artistas originários da Índia e do Nepal e criadores portugueses para celebrar a Viagem, o Oriente e em especial a magia de duas cidades míticas: Kathmandu e Varanasi.
Numa programação rica e variada que incluí exposições, conferências, palestras, masterclasses, intervenções de arte urbana, aulas abertas e um workshop transdisciplinar, com a participação dos seguintes artistas: Ashmina Ranjit, Koshal Hamal, Suresh K. Nair, Shazeb Arif S., Manuel Barbosa, Cristina Ataíde, Pedro Bernardo, Filipe Garcia, Jorge Humberto –JoH, Pauliana Valente Pimentel.
De uma forma muito sucinta e intuitiva, estabelece-se assim uma relação integrada entre arte e viagem, criação e mediação, pensamento e performance celebrando-se, num registo de partilha de patrimónios, saberes e horizontes, as águas sagradas de duas cidades: Caldas da Rainha e Varanasi.
O projeto OVNI decorrerá até ao dia 27 de janeiro de 2020.

Workshop com famílias – Koshal Hamal

Saturday, November 9, 2019 at 3:00 PM – 5:00 PM UTC

 

Koshal Hamal (n. 1988, Mugu) é um artista visual que lida com diversas ideias, meios e temas de uma forma bastante subtil. A apropriação e a amplitude das culturas visuais contemporâneas são as principais referências na sua prática artística. Focado nas questões da apropriação, Hamal entrega-se durante o workshop a um encontro com a comunidade Nepali (e não só) de um bairro multicultural em que o trabalho quotidiano da Associação Renovar a Mouraria faz toda a diferença.

Conferência-performance – Nelson Guerreiro

Saturday, November 9, 2019 at 3:00 PM – 7:00 PM UTC

 

Há quem diga que as viagens são possibilidades de decifrar o mundo. Para sustentar este postulado, lembram-nos das grandes aventuras dos viajantes do século XIX que partiam em condições inimagináveis para um mundo que estava por cartografar. Hoje haverá poucos sítios no mundo anónimos. Já quase ninguém se atreve a falar em aventuras. Fala-se de viagens. Como se fosse impossível descobrir mais alguma coisa. Como se a aventura fosse uma quimera. Ao mesmo tempo que se vendem viagens totais, onde a palavra aventura vem acompanhada de um preço e de um inventário das mordomias a que se tem direito. Programas de sonho. Pro-actividade exótica com muitas certezas que esquecem haver expectativas de quem parte, sobretudo se for pela primeira vez.

Estendendo e explorando a temática artes e viagens, procurarei na primeira conferência-performance partilhar as aventuras e desventuras da investigação contínua (desde 2002) em torno desse binómio, requisitando artistas e obras que versam sobre o acto de viajar e agenciando viagens inolvidáveis que estimularam artistas a criar obras. No aprofundamento de ambos os casos, é-nos permitido questionar o que é viajar, as razões por que se viaja, as expectativas, os tipos de experiência passíveis de serem vividos e, acima de tudo, como esses trabalhos artísticos resultantes de viagens contribuem para ampliar olhares e perspectivas sobre o mundo, as viagens e as suas implicações e consequências.

‘Trimurti’ – Artes Plásticas

 

FILIPE GARCIA | KOSHAL HAMAL | JOH | SURESH K. NAIR

A exposição TRIMÚRTI apresenta um diálogo possível entre as obras de dois artistas portugueses, um nepalês e um indiano. O nome da exposição remete para a grande tríade de deuses do panteão Hindu: Brahma, Vishnu e Shiva.

Suresh K Nair nasceu no estado de Kerala, Índia. Estudou no Institute of Mural Painting, no Guruvayur; no Film and Television Institute of India, na Pune and Visya Bharati University Santiniketan; na Tyler School of Art, na Temple University em Filadélfia, EUA. O artista alcançou grande notoriedade em circuitos artísticos tanto na Índia como no estrangeiro graças à sua Arte Pública. Já exibiu as suas obras tanto em cidades indianas como internacionalmente. Com a sua arte já percorreu países como o EUA o Nepal ou Bangladesh. Recebeu o prémio Kerala Latithakala (2005), atribuído pelo governo de Kerala. Obteve a Bolsa Elizabeth Green Shield (1997) e o Prémio Earth Day Network (2015 e 2018) de Washington, acompanhado da realização de programas de intercâmbio e projetos de pesquisa. Nair apresentou as suas performances com desenho baseadas em música no TEDex IIT na Universidade Hindu de Banaras, sob o tema “Ordem e Caos”, no Carnaval de Criatividade (CEC) na Universidade North Eastern Hill, Shillong, nos Festivais Meghalaya e Kabira em Varanasi. Com a sua arte e performance abordou questões sociais importantes como o ambiente, poluição de plástico, questões de divisão e migração. Suresh contribuiu para a consciencialização da comunidade com as suas práticas artísticas recentes e contribui para a pureza através de meios artísticos. Atualmente, ensina Arte Visual no Departamento de Pintura da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Hindu de Banaras, Varanasi, Índia.

Koshal Hamal (n. 1988, Mugu) é um artista visual que lida com diversas ideias, meios e temas de uma forma bastante subtil. A apropriação e a amplitude das culturas visuais contemporâneas são as principais referências na sua prática artística. Hamal obteve o Bacharelato em Belas Artes (2011), Mestrado em Arte e Design pela Universidade Nacional de Beaconhouse (Beaconhouse National University), Lahore (2014), com uma bolsa de estudos de uma fundação Sul-Asiática. Os trabalhos de Hamal foram seleccionadas para múltiplas exposições de arte Sul-Asiática, nacional e internacionalmente, tendo incluído “POLYPTYCH”, SAARC, Lahore (2008); “Exposição de Fotografia de Documentário do Sul da Ásia”, Lahore (2010); “Novas Seleções: Sul da Ásia”, Galeria Thomas Erben, Nova Iorque (2012); “Dia Depois de Amanhã” (Prémio); Galeria de Arte Alhambra, Lahore (2012); “South Asian Artists: Imagining Our Future Together, Daca, Nova Delhi e Washington DC (2012): “Co Creative Connections 4”, Galeria Geraldes da Silva, Portugal (2015); India Art Fair, Nova Delhi (2017); “Himalaia Art Festival”, Nepal Art Council, Kathmandu (2018), “Nepal Art Now”, Museu Welt, Viena (2019), Exposição Nacional de Belas Artes 2019 (com prémio especial); Academia de Belas Artes do Nepal, Kathmandu. Actualmente, Hamal é professor no Campus de Belas Artes da Universidade de Tribhuvan, Kathmandu, Nepal.

N. Porto, 1973. Co criativo, meditativo, investigador, activista estático e dinâmico na apreensão e compreensão da estética interior e da ética exterior, na fronteira consciente da observação da sua efectiva complexidade. Determinado centrado e informado das ilusões gerais, e das suas relações e falta de alteridade relacionais e comportamentais na formação da consciência e do olhar humano. Decidido e alegre na forma de fluir no discurso directo, experimental e criativo da real idade presente na acção. Viabiliza dentro dos diferentes contextos de que se ocupa e que problematiza, explorar relações de proximidade ética, estética, conceptual e espiritual, para dar a entender as inúmeras possibilidades de uma abordagem experimental e intuitiva, criando assim espaço para novas perspectivas e variáveis na definição das problemáticas da sincronicidade, do paradoxo e do presente na arte contemporânea. A sua obra mais recente assenta na abordagem ao pensamento não dual como meio mais alargado para a compreensão das questões relativas ao sujeito/criativo artista/objecto; sítio/lugar e não lugar da observação co criativa.

Principais facetas de JOH – Jorge Humberto são o individualismo, o culto do genuíno e uma sede indefinida por uma aspiração mais transcendente da existência. Sua obra é autobiográfica – directamente ou de forma velada, de acordo com camadas estratificadas – e a apologia de um ser privilegiado (escolhido) e por conseguinte passível de ser considerado amoral e marginal. Este narcisismo pode conduzir a autodestruição, dor e ao prazer que bem se revelam em frequentes acidentes e/ou perdas de consciência, senão delírios de evasão e indizíveis manifestações irracionais ou místicas. A obra e o ser possuem um encarecimento de um viver antigo, nobre, apontando a uma Tradição que se renova em cada individuo, em cada ciclo, era, espaço e tempo.

Seminário em Performance – Ashmina Ranjit

Wednesday, November 13, 2019 at 11:00 AM – 7:30 PM UTC

 

O seminário dedica uma Mesa ao tema As histórias sagradas: da performance tradicional à contemporânea. São oradores as bailarinas Lajja Sambhavnath e Tarika Valli , bem como a artista plástica Cristina Ataíde. Após uma performance de Marta Bernardes, a segunda mesa é dedicada ao tema O sagrado feminino: do ritual à performance. Participam como oradores Pedro Ramos, coreógrafo, Eshani Lasya, artista multidisciplinar e Vera Eva Ham, especialista em Arqueologia do Movimento. Apresentada pela investigadora Ana Pais, a conferência de Ashmina Ranjit: Silence no Longer. The artivism of Ashmina Ranjit conclui o dia.
Com base numa ideia da Performance como modalidade artística e crítica, desenvolve-se uma reflexão para a qual contribuem as perspectivas complementares de artistas e investigadores. Num campo sempremergente cruzando os territórios das Artes Performativas e das Artes Visuais, o debate será orientado para o foco crítico de um artivismo no feminino.

OVNI Seminário em Performance parte da ideia de que é importante recomeçar continuamente o diálogo entre Ocidente e Oriente, nomeadamente em função de desafios culturais prementes, tanto para criadores como para os seus públicos. Já que tanto o contacto intercultural como os experimentos interdisciplinares são bases importantes para a emergência da consciência, o seminário propõe um mosaico de perspetivas soltas, mas potencialmente articuláveis como uma narrativa sobre o feminino, contribuindo para que o público possa estabelecer por si ligações, umas mais próximas (ou inusitadas) que outras, entre tradições e práticas, culturas e percursos pessoais.

A Performance surge, portanto, como a disciplina artística que une este diálogo, cuja virtude é a efemeridade e a presença dos corpos – no caso deste seminário os corpos dos oradores e do público. Não sendo o corpo o tema central deste seminário não deixa de ser pertinente considerá-lo como elemento principal quer enquanto corpo-objeto ou corpo-sujeito que está em constante redefinição e reavaliação no contexto das artes performativas. Neste contexto em particular, em que a performance é um campo de investigação para debate cultural e especificamente intercultural, destacamos algumas dimensões: Histórias sagradas/mitologia: do saber tradicional à Performance Contemporânea; O Sagrado Feminino: uma constante cultural, do ritual à Performance; a Performance Contemporânea como modo operativo crítico no seio da Arte Contemporânea.

Neste âmbito, o seminário procurará aprofundar a questão particularmente atual da Mulher e do Feminino, sobretudo como explicitada no pensamento de autores como Fritjof Capra ou Rajiv Malhotra, Mary Woodman ou Mother Maya Tiwari. O primeiro considera que a cultura ocidental tem favorecido sistematicamente o yang – valores e atitudes masculinos – negligenciando o complementar yin, seu contraponto feminino. O segundo, advogado da noção de embodied knowing, e particularmente empenhado em reverter o olhar analítico com que normalmente o Ocidente observa o Oriente, critica, na esfera da perspectiva dármica – em que existe uma profunda articulação, na experiência de cada ser, entre as ideias de divindade, cosmos e humanidade – o que define como ansiedade, no Ocidente, perante a diferença (colocando-a em contraste com o papel criativo do caos). Quanto a Mary Woodman ou Mother Maya Tiwari, implicadas num resgate do poder primordial feminino, ajudam a enquadrar o conceito de artivismo (artista visual + ativista) da Keynoter Ashmina Ranjit, cujas performances, enraizadas numa necessidade de revisitar a Cultura Tradicional Asiática na perspectiva da mulher, e em particular da mulher que pensa a comunidade e o seu poder, provocam inquietações sobre a temática subversiva do desejo e da sexualidade. A partir deste naipe de focos, entre conferências, conferências-performance e performances – uma destas em direto de Banaras, na Índia – o público pode reconstruir um território de problemáticas locais e globais, também experiencialmente.

Masterclass | Koshal Hamal

Thursday, November 14, 2019 at 10:00 AM – 5:00 PM UTC
Creative Art Talk em torno da Cultura Visual e da Performance, aberta a estudantes de quaisquer cursos da ESAD.CR.

Performance – Ashmina Ranjit

OVNI – Objetos Visuais do Nepal e da Índia and Casa Independente

Ashmina Ranjit realiza na Casa Independente uma performance original, criada especialmente para o contexto português.

Masterclass | Ashmina Ranjit

Friday, November 15, 2019 at 10:00 AM – 5:00 PM UTC

Masterclass pela mais importante representante da Performance e Arte Conceptual do Nepal.

Palavras da artista, em discurso directo: “A minha arte baseia-se na minha necessidade de revisitar a Cultura Tradicional Asiática a partir da perspectiva de uma mulher. Comunidade – sua essência e seu poder – é a força que me incita a criar. Para mim, o amor, a justiça social, a igualdade, a liberdade e os nossos direitos como seres humanos, vivendo nas nossas sociedades, nos nossos países e n mundo em geral são os aspectos com mais relevância na vida. Crio pinturas, desenhos, vídeos, peças sonoras, instalações e performances sobre questões sociopolíticas bastante focadas na identidade feminina. O meu trabalho questiona o papel cultural feminino, o género social, as experiências físicas e a sexualidade, ao mesmo tempo que reclama por experiências da mulher e dá voz às suas questões políticas e às suas expressões mais íntimas de desejo, alegria e realização. Trabalho tanto em projetos individuais como em colaboração com outros artistas. Convido, aliás, o público em geral a participar. Injustiça social, violação humana ou a violência continuada no meu país, o Nepal, bem como em todo o mundo, são questões críticas no meu trabalho. Nas minhas performances e trabalhos de instalação, os participantes são convidados a expressar-se, a levantar questões que são motivo de preocupação mútua e a aumentar a consciencialização sobre o tópico que é abordado”.

Exposição de fotografia – Agata Wiórko

“Fluidez, mobilidade, ilusão – são precisamente estas as qualidades que nos tornam civilizados”, di-lo Olga Tokarczuk — recentemente galardoada com o Nobel da Literatura.

Ao testemunhar e imergir nos lugares para onde viajamos, tornamo-nos nessas qualidades. Particularmente, em Banaras, um guru de rosto enrugado mas imortal, dotado de acolhedores olhos cheios de curiosidade; ou nas maduras e abundantes montanhas dos Himalaias abrangendo com o seu olhar o quotidiano dos Nepalis de coração gigante. Lugares que vibram ao firme ritmo do Om. Oxalá as minha impressões visuais para o OVNI o/a levem a respirar fundo e a sentir tal serenidade.

OVNI-Aula Aberta-Pedro Ramos

Museu José Malhoa and OVNI – Objetos Visuais do Nepal e da Índia
Tuesday, November 19, 2019 at 10:00 AM – 5:30 PM UTC

 

Seria um prazer contar com a sua presença nesta Aula Aberta do professor Pedro Ramos, integrada no projecto OVNI.

Sobre a Aula Aberta:
Prática do movimento a partir de uma visão alargada sobre o Corpo enquanto unidade psico-física, como “um pedaço de natureza a ser conhecido”. Através do cruzamento entre a prática de Yoga, estudos alquímicos, a partir do trabalho de Jung na sua relação com a Psicologia, Artes Performativas em particular a Dança e a Ecologia Profunda.�

Pedro Ramos é coreógrafo, bailarino, investigador, artista visual, músico/cantor, professor de Dança e Hatha Yoga, tendo feito a sua formação como instrutor no Centro Português de Yoga com Carlos Rui Ferreira. É licenciado pela Escola Superior de Dança, tendo frequentado a Pós-graduação em Dança Movimento Terapia e Comunicação Não-Verbal na UAL. Leccionou Análise e Técnicas de Composição na Escola de Dança do Conservatório Nacional e é Professor na licenciatura de Teatro na Escola Superior de Arte e Desing das Caldas da Rainha. É aluno de Mestrado de Teatro do Movimento, na Escola Superior de Teatro e Cinema. Como intérprete tem trabalhado com vários criadores nacionais e internacionais entre os quais Madalena Vitorino, Clara Andermatt, Rui Lopes Graça, Stephan Jürgens, José Laginha, Félix Lozano, Cláudia Novoa, João Lourenço, Luca Aprea, Silke Z., Ana Rita Barata, Sofia Belchior, Sofia Silva, Né Barros, Paulo Rodrigues, João Brites, Teresa Simas, Luís Castro e Paulo Ribeiro. Tem feito várias criações como “Coexistência”, “Saindo do Escuro…”, ”Minuto”, “VideoDança 06”; “Room” em colaboração e a partir do trabalho do artista plástico Noam Bem Jacocov ; “Memória de uma Origem”, “InAdega“ (co-criação com Sofia Belchior), “Órbita do cérebro na planta da mão”; “Atractor Estranho”,“Diário Métafisico”, “Quadratura do Espaço Curvo”, “Matriz Arcaica da Sublimação de um Corpo”, “Coniunctio” e “Alento”. Ao longo da sua carreira profissional tem sido várias vezes premiado e reconhecido, tanto ao nível individual (melhor bailarino contemporâneo 2008 – Gala Dance Awards RTP1; Medalha de Mérito IPL – 2009) como Colectivo (Caruma – espectáculo do Ano 2006; Aqui – um dos Espectáculos do ano 2009, Saga – Ópera extravagante – Globos de Ouro; Txt – 1.º Prémio Experimenta Design, Quixote 1.º prémio da SPA.)

Intervenção Urbana ‘Don’t React’ – Shazeb A. Shaikh

OVNI – Objetos Visuais do Nepal e da Índia

Diversas frases, escritas com fita de sinalização adesiva, ao longo de ruas e paredes, são espalhadas da cidade. Uma inusitada interpelação discursiva apela à reflexão do transeunte. Que para ler as frases tem de percorrer o espaço urbano de forma mais consciente.

Em torno da visão do apagar da linha entre a galeria e o espaço público, o artista e a audiência, o uso de uma ‘afirmação’ curada, independentemente da sua origem, torna a mensagem em si a obra de arte na sua forma mais pura: texto. Don’t React [Não Reaja] consiste numa exposição de frases extraídas de conversações com pessoas sobre a herança da cidade, dispostas através do meio urbano através de tipografia em grande escala. Escritas em fita de segurança, a escala e o medium das afirmações capta a atenção de quem passa, uma vez que após apenas alguns passos toda a frase se revela. É um modo simples de jogar com a curiosidade humana e um experimento que recorre ao pavimento e ruas da cidade como telas – captando a atenção mesmo de quem – talvez a maioria nas cidades contemporâneas – caminha com a cabeça afundada no telemóvel. As frases distribuir-se-ão pela cidade de acordo com diferentes contextos e a relevância individual de cada uma – exprimindo filosofias através da arte urbana. 12 frases – independentemente da língua em que forem proferidas, constituirá a afirmação da livre expressão, partilhada na cidade como um todo. As 12 frases, juntamente com vídeos dos lugares, surgirão conjuntamente, em registo documental, no espaço expositivo do Museu. Don’t React é um experimento com a cidade e as suas pessoas, por forma a extrair afirmações que as definam, que as perturbem, ou que tenham algum tipo de impacto pela forma como a simplicidade das palavras é explodida para o espectáculo e experiências urbanos. Don’t React é sobre tornar a ensagem uma obra de arte e o democratizar do papel do artista, alargando-o a quem quer que tenha uma forte expressão. Shazeb Arif S.

Exposição de Artes Visuais | Inauguração

Thursday, November 28, 2019 at 6:00 PM – 11:59 PM UTC

 

A exposição OVNI – OBJECTOS VISUAIS DO NEPAL E DA ÍNDIA, na Sala de Exposições Temporárias e salas adjacentes, apresenta obras dos convidados originários do Nepal e da Índia – Koshal Hamal, Suresh K. Nair, Ashmina Ranjit – bem como de cinco criadores portugueses: Cristina Ataíde, Pedro Bernardo, Filipe Garcia, JoH e Pauliana Valente Pimentel.

Complementam a mostra principal uma selecção de obras de pintura em papel de D. P. Mohanty, a fotografia de Agata Wiórko na Casa Antero e peças de vários docentes da Universidade de Varanasi (BHU) – Santhosh Kumar Singh, Vijay Singh, Anjan Chakraverty, Shanti Swaroop Sinha, Jasminder Kaur e Manish Arora – na Biblioteca do Campus 3 da ESAD.CR.

Performance – Filipe Garcia

Thursday, November 28, 2019 at 6:30 PM – 11:59 PM UTC

“The seeker is he who is in search of himself. Give up all questions except one: ‘Who am I?’ After all, the only fact you are sure of is that you are.

The ‘I am’ is certain. The ‘I am this’ is not. Struggle to find out what you are in reality. To know what you are, you must first investigate and know what you are not. Discover all that you are not — body, feelings thoughts, time, space, this or that — nothing, concrete or abstract, which you perceive can be you. The very act of perceiving shows that you are not what you perceive. The clearer you understand on the level of mind you can be described in negative terms only, the quicker will you come to the end of your search and realize that you are the limitless being.”

Sri Nisargadatta Maharaj

“I am that” Recorded by Maurice Frydman
Edited by Sudhakar S. Dixit and first
Published in 1973 by Chetana Publications

In Advaita [a Vedantic doctrine]: THAT, which is beyond words and thoughts, can’t be described by words and ideated by mind.
For the purpose of giving an indicative description, a partial representation we hold on to the infinite qualities emerge out of the supreme. Each quality can be named and described. That’s why we have several stotras with 1000 names of supreme in a specific form. This is a positive way of affirming the supreme Parabrahman. Another method of describing is by negating what is experienced.
Everything that is limited by one or the other adjunct, is rejected as not supreme. After rejecting all the limitations in all dimensions, what remains as pure existence, supreme consciousness and ultimate bliss is the parabrahman.
So, Advaita gives a complete description of the non-describable nirguna parabrahman.

Excerpts from Pradeep Apte’s “The Nisargadatta Ultimatum”.

Mural – Performance – Suresh K. Nair + Joana Rodrigues

Nov 28, 2019 at 10:00 PM – Nov 29, 2019 at 11:59 PM UTC

Joana é poeta e cantora entende a voz como uma responsabilidade, um acto de catarse que pode transformar o mundo. Suresh K. Nair realiza este mural ao som da música de Joana Rodrigues. A ideia é prestar um tributo à Água como algo de sagrado. Uma vez que a cidade de Caldas da Rainha foi fundada na ideia de que as Águas Termais são boas para a Saúde Humana. A arte urbana num espírito de fluidez e harmonia.

The Parable of the Long Spoons

Friday, November 29, 2019 at 3:30 PM – 5:30 PM UTC

Tributo prestado à artista Ashmina Ranjit, oriunda do Nepal, sob a forma de uma (re)encenação de uma das suas preformances “Heaven and Hell”. A colher, demasiado comprida para cumprir a sua habitual função de apoio ao alimento individual, incorpora assim, através do seu uso colaborativo e partilhado, uma perspectiva vivida da alegoria do bem e do mal, do céu e do inferno, que surge em várias culturas religiosas. Vão ser servidos pratos tradicionais portugueses numa reinterpretação mais sustentável, totalmente vegetariana.

Based on the work of the artist Ashmina Ranjit, born in Nepal taking form as a reenactment of one of her performances.
The spoon, being too long to preform its natural function as a self sustaining tool, takes form as a collaborative dinner. Embodying an allegory of good and evil, of heaven and hell, translated into different cultures.
There will be served traditional portuguese dishes in a more aware and sustainable way, totally vegetarian.

Conferência-Performance – Nélson Guerreiro

Saturday, December 7, 2019 at 3:00 PM – 5:00 PM UTC

A Índia já não é o que era.

«Nesta segunda conferência-performance integrada no Projecto OVNI, irei partilhar reflexões, epifanias e experiências de viagens que fiz ao longo dos últimos vinte e cinco anos e, sobretudo, aquela viagem marcante e que me remexeu por dentro. Refiro-me a uma viagem à Índia em 2002. […] Destarte, impor-se-á a enumeração de imagens marcantes, pois são estas que quero ressaltar na partilha da experiência na Índia. Posto isto, o que vi? É daí que abrirei o álbum.»

Palestra – Mafalda Sousa

Saturday, December 14, 2019 at 6:00 PM – 11:59 PM UTC

A Busca Universal – Uma introdução ao Vedanta e o seu papel na busca universal pela “iluminação”.

Nesta palestra a proposta é dar a conhecer o Vedanta e o papel deste meio de conhecimento na transformação da visão de quem eu sou e do mundo que nos rodeia. Uma Visão que assenta nos textos sagrados da Índia e continua a ser tão actual hoje quanto era há 5 mil anos atrás.

Mafalda começou a prática regular de Yoga aos 21 anos enquanto ainda estudava na Faculdade e a partir desse momento que tenta levar uma vida de yoga. Viajou e foi aprender com vários professores pelo mundo, desde formações mais ocidentalizadas pelos Estados Unidos, Reino Unido e Portugal, até formações mais para o Oriente na terra berço do yoga, a amada Índia.

A sua formação inclui Hatha Yoga, Iyengar, Ashtanga Vinyasa Yoga, e Anusara Yoga.

Todo este conhecimento passou a fazer ainda mais sentido quando entrou em contacto com o Vedanta e com a tradição Védica. Hoje continua esta vida dedicada e apoiada no conhecimento e conduz aulas e workshops. Teve a sorte de poder estudar com Swami Dayananda e continua os seus estudos com a orientação de professores como Glória Arieira ou Miguel Homem.

Palestra – Shiv Kumar Singh

Tuesday, December 17, 2019 at 4:00 PM – 5:00 PM UTC

Sânscrito e a cultura indiana

O sânscrito é a língua-mãe das várias línguas do subcontinente indiano e também é uma das línguas da referência linguística no contexto indo-europeu.
Quando falamos da Índia moderna ou histórica logo pensamos na imagem da diversidade a todos os níveis e como se vive com tanta diversidade e como é que todas as diversidades coexistem e fortalecem a democracia?
Nesta apresentação procura-se falar das relações indo-europeias e a importância do sânscrito nos dias de hoje tanto na Índia como no mundo todo.

Biografia de Shiv Kumar Singh

Prof. Shiv Kumar Singh has been working as a lecturer of Indian Studies and Hindi at Faculdade de Letras, University of Lisbon, Portugal since 2009. He was awarded prestigious Camões scholarship of Govt. of Portugal to study Portuguese Language and Cultures in Portugal. He holds a C2 certificate as per CEFR in Portuguese language.

The Famous Portuguese Author Gonçalo M. Tavares’ book “Os Velhos Também Querem Viver” was translated into Hindi by him that was inaugurated in Jaipur Literary Festival by Mr. Gonçalo Tavares himself. The first ever translation of Eidgah of Premchand in Portuguese has been submitted to be Published by the Center for Comparative Studies of the University of Lisbon under the ambit of World Literature Volume III. This is the first ever translation work in Portugal on Premchand. In 2018,
with the support of ICCR and Embassy of India in Lisbon, he launched first Portuguese-Hindi-Portuguese dictionary in book format as well as in online version. He has been teaching Indian literatures, such as Ramayana, Mahabharata, Sangam, Panchtantra and Jatakas in the course of Indian Cultures at FLUL under the ambit of Indian Studies program. He is planning to translate Godan of Premchand into Portuguese and Portuguese Epic Os Luisiadas in Hindi. He has been conducting courses, workshops, lectures on the topics related to Indian Studies all over Portugal.
He has already taught four courses on Contemporary Indian Culture and Society at Orient Foundation Museum and Sanskrit at Faculdade de Letras, University of Porto (FLUP) and at Lusophone University in Lisbon. In various renowned Indian Universities, he has taught Portuguese language and Cultures. His last lecture was in University of Delhi on Indo-European relations through Portuguese and Hindi. There are already
various academic and newspaper articles published by him on Hindi, Indian Cultures and Politics. He has written some plays in Hindi on Portuguese and Indian themes and got them performed in Hindi by the students of Hindi at Faculdade de Letras, University of Lisbon.

He organized first ever International Hindi Conference in Portugal in collaboration with Ministry of External Affairs of Govt. of India and the Embassy of India in Lisbon. He has been frequently invited to various academic institutions, schools and think-tanks, as well as on RTP, Portuguese National Channel, to speak on India, India-Portugal Relations, Indian Cultures, Politics and Religions. He is an Associate Editor of the magazine Yoga Dharma – Revista de Estudos sobre o Yoga Antigo e Moderno, ISSN 2184-4429 https://yoga-dharma.org/. Currently he is Director of the Center for Indian Studies-FLUL and President of Casa-da-Índia (Bharat Bhavan – House of India), a non-profitable, non-religious and non-partisan NGO.

Palestra – Balkrishna Maganlal

Tuesday, December 17, 2019 at 4:00 PM – 5:00 PM UTC

Fundador do projeto do Centro de Retiros Karuna, o Dr. Bal é praticante de meditação (Vipassana e Budismo Tibetano) há mais de 40 anos, Concluiu um retiro de meditação de três anos e meio, sob a orientação de SS Dilgo Kyentse Rinpoche, assim como um retiro solitário de silêncio, de um ano e meio. Formado em 1982 em Medicina Tradicional Chinesa pela École de Cinque Elements (O.C.N.A) em França, obteu também o seu Mestrado em Medicina Tradicional Chinesa pelo Instituto Biomédicas Abel Salazar na Universidade do Porto. O Dr. Bal trabalha em várias clinicas em Portugal onde pratica acupuntura. No Centro Karuna orienta sessões de meditação e dá consultas de Medicina Tradicional Chinesa a todos os que precisam.

Conferência de Síntese

Friday, January 10, 2020 at 11:00 AM – 5:30 PM UTC

Discentes envolvidos no Projecto OVNI têm uma oportunidade para apresentar os seus processos de Tradução. Desde os inovadores projectos inter-disciplinares realizados no âmbito da disciplina Gestão de Projecto, até às experiências no campo a Performance, é hora de balanço. Palestrantes convidados dão a sua opinião e complementam as ideias avançadas.

Conferência-performance – Nélson Guerreiro

Saturday, January 18, 2020 at 3:00 PM – 5:00 PM UTC

Guerrero Notebook: Indian Style – Best of Oriental Ecstasy

Guerrero Notebook: Indian Style é um tríptico de conferências-performances de Nelson Guerreiro. Depois da passagens a 9 de Novembro pela Associação Renovar a Mouraria e a 7 de Dezembro pela Galeria Ato Abstrato, é altura de Caldas da Rainha conhecer o projecto. Passemos a palavra a Nelson Guerreiro:

«Depois de duas conferências-performances, proponho-me a reduzi-las a uma só.
Duas em uma: a compressão possível em modo “best of”. Assim sendo, partilho
palavras-chave para aguçar o apetite e os olhares.
Wonderful World. Viagens. In & out. Turismo(s). Partidas e chegadas. Espaço(s)-
Tempo(s). Experiência. O Outro. Assimetria. Identidade. Interpelação.
Observação. Assimilação. Transformação. Voyeurismo. Apropriação.
Sintomatologia do viajante. Prazer. Emoção. Razão. Captação. Guias. (Des)Guias.
Mapas. Rotas. Destino: Índia. Ancestralidade vs Contemporaneidade. O Império
dos Sentidos. A Grande Perfumaria Existencial. A Grande Ilusão. Diários de
Viagem. Imagens. Autoficção. Serendipidade. The Art of Living. Souvenirs.
Chegada. Aterragem. Álbuns de memória. A vida continua.»

Nelson Guerreiro é autor, professor, investigador, performer, programador
cultural, etc. É o contexto onde intervém que o define perante a sua natureza
múltipla.

 

Aula Aberta de Yoga

Saturday, January 25, 2020 at 4:00 PM – 5:30 PM UTC

No encerramento do OVNI, o CENTRO do YOGA – Áshrama de Caldas da Rainha tem o prazer de apresentar uma experiência prática das múltiplas disciplinas do YOGA TRADICIONAL da ÍNDIA. Somos convidados a vivenciar e participar numa apresentação em formato de Workshop/Aula Aberta das principais disciplinas do Yoga:

ÁSANA (posições),
MANTRAS (vocalizações),
PRÁNYÁMA (respiração);
DHYÁNA (meditação);

IMPORTANTE: efectuar inscrição prévia, trazer roupa confortável e vir munido de tapete ou pequena manta para se sentar no Chão do Museu José Malhoa.Cortesia Áshrama de Caldas da Rainha – Centro do Yoga

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O ÁSHRAMA de CALDAS – CENTRO DO YOGA foi criado em 2003 pelos seus diretores Pedro Capinha (Pándava) e Susana Capinha (Gáyatrí Deví).

Dedica-se exclusivamente à divulgação e ensino do Yoga Primordial – o Yoga Sámkhya – com mais de 6000 anos de existência, multi facetado e completo, preservando-o das simplificações modernas e dos desvirtuamentos sensacionalistas atuais. É um dos diversos Centros do Yoga espalhados por todo o país, filiado na Federação Lusa do Yoga – FLY / Confederação Portuguesa do Yoga – CONPORYO.

A Federação Lusa do Yoga é uma Instituição Filosófica e Cultural sem fins lucrativos, esta instituição tem a sua origem de fundação em 1979, sendo presidida e orientada pelo Grande Mestre Internacional do Yoga Jorge Veiga e Castro – H.H. Sat Guru Amrta Súryánanda Mahá Rája, e visa o Desenvolvimento Humano, o bem-estar e a Felicidade dos praticantes, e a perpetuação da mais Nobre e antiga das Filosofias teórico-práticas.

A Arte Pública como Caminho

Saturday, January 25, 2020 at 6:00 PM – 11:59 PM UTC

Conferência com José Guilherme Abreu.

Na Parábola da Cidade, Gautama compara-se a um homem que caminhando numa floresta deparou com uma antiga estrada. Seguindo-a, ele chegou às ruínas de uma cidade. Ao deixar a floresta, ele relata a sua descoberta ao rei local e recomenda lhe que reconstrua a cidade que de novo se tornou próspera, bem povoada, tendo tido crescimento e expansão. Esta história é uma das poucas vezes no canon que fornece uma pista de como o Buda vê o Dharma promulgado pelas estruturas do mundo. Ao comparar a antiga estrada da floresta com o nobre óctuplo caminho, ele implica que o fim do caminho não é a experiência transcendente do nirvana, obtida pela cessação da morte-renascimento, mas a construção de um outro tipo de sociedade, baseada na compreensão das quatro grandes tarefas como uma função do princípio da existência condicionada. (S. Batchelor, After Buddhism, p. 311) Partindo da ideia de Magga a quarta nobre verdade do budismo – o Óctuplo Caminho para a cessação do sofrimento, pelo despertar – falaremos na dimensão estética partilhada, como veículo para a construção de uma nova Cidade onde a vivência das Nobres Verdade se torne função privilegiada no seio da existência
condicionada.

Nota Biográfica:
José Guilherme Abreu é doutor em História da Arte Contemporânea pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É professor convidado da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, e investigador do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes, da mesma Universidade. Integra o Comite Asesor Internacional da Revista EURE do Instituto de Estudios Urbanos da Pontificia Universidade Católica do Chile e o Consejo Asesor da Revista Arte Y Ciudad da Universidade Complutense de Madrid. É Secretário da Association Raymond Abellio de Recherches et Études (ARARE) sediada em Paris. Como investigador especializou-se em Arte Pública. É autor de livros e monografias, tendo a sua tese de doutoramento recebido o prémio Ignasi de Lecea de Arte Pública, atribuído pelo Centro de Investigação POLIS da Universitat de Barcelona, em 2009. Desde 2018, é Coordenador da Rede de Informação, Investigação e Intervenção de Arte Pública (R3iAP).