Pre sent in permanência

 

‘Paradoxalmente ocupados, mas em repouso contemplativo sobre o silêncio presente no espaço da singularidade que somos, observamos a consciência em permanência subtil entre a vontade interior e o conhecimento exterior até que a frónesis cria e revela com clareza a sincronicidade de tudo, aqui e agora.’

sexta 23 # | 21h30 | filipe garcia | filipe garcia | pre.sent.in.permanência | colaboração: luzia peixoto | atelier central | duração ± 30’ | água, planta, pedra, plintos, caixa, frasco, agulhas acupunctura, silêncio.

 

 

Qual a percepção ou (a)percepção que temos do presente da acção e sua correspondente criatividade se passamos o tempo todo, esse que é só presente, ou no passado ou no futuro mental?

Pre sente a intuir o centro co criativo que flui de criatividade entre a estética e a ética, lugar do percepto, entre a vontade interior e o conhecimento exterior observando-se a sí próprio na fronteira consciente da sua sublime singular idade.

 

“Na sua possibilidade extrema a teoria, como contemplação, é sabedoria, quer dizer, uma perícia, uma capacidade exímia para por a descoberto e compreender intuitivamente no seu isolamento os princípios e as causas das coisas. Princípios e causas das coisas que são assim o alvo visado pelo olhar contemplativo. O prático é um horizonte que admite estruturalmente variação. Como tal, os seus princípios e causas terão de ser necessariamente diferentes dos que presidem ao horizonte teórico. A sua detecção está sob a égide de uma forma diferente de acesso. A perspectiva que abre para eles não pode perder de vista nem o sentido orientador que planeia, orienta e assim permite agir. Esta disposição desocultante é a fronésis, a sensatez. Trata-se da possibilidade extrema do ponto de vista prático, homologa da sabedoria no ponto de vista teórico.” (Aristoteles, Ética a Nicómano Quetzal Editora, tradução e notas de António de Castro Caeiro, 2012).