Poesia à solta
Poetas de Deus em intervenção primária,
com palavras de grande ar.
Redundâncias em sombras vaidosas,
a viajar em pomposos sofrimentos.
Os músicos de génio,
em magistral,
ente brocados.
Sorrindo natural mente,
ao impudico deleite da saudade ilustrada.
Espontaneidade em boa fé, é sabedoria.
Dedicado a todos os poetas desconhecidos; que o silêncio viva eternamente na palavra lida.
F. G.
Agradecimentos
Associação Cultural e Artística Forma Livre, Associação Cultural e Artística Oppia,
Centro Juvenil de Campanhã,
Direcção Geral das Artes e Projecto Espectro Visível.
Bruno Fonseca, Carla Pereira, Helder Ribeiro, Nuno Moreira, Paulo Ribeiro, Ricardo Costa, Susana Coelho e Wilson Silva.
Adrian Mihai (Adi), Afonso Morais, Ana Penso Marques, Cláudio Pinto, Cristiano (Beleza), Cristiano Costa Pereira, Filipe Garcia, Gabriel (Bunga), Gabriel Cardoso, Ivo Reis, Leonardo (Barata), Paulo Rodrigues, Romana Vieitas, Vanessa Fernandes e Vítor Marques.
1 | Adrian Mihai (Adi)
1.1 Irmã poesia
1.2 Noite crioula
1.3 Esperança de mulher
2 | Filipe Garcia
2.1 Poetas de Deus
2.2 A paisagem deserta 2.3 Ilha verde
2.4 Sábio
3 | Gabriel (Bunga)
3.1 Monte Olimpo
3.2 No silêncio cantarei
4 | Gabriel Cardoso
4.1 Segredos imperfeitos
5 | Leonardo (Barata)
5.1 Senhora da noite
5.2 Sonhos silenciosos 5.3 Viver depressa é breve 5.4 Escombros de vazios 5.5 Reino de medusas
5.6 Espadas desfeitas
5.7 Alegria entre montes
6 | Vítor Marques
6.1 Adeus Rosa
6.2 Oásis Rainha
6.3 Cristais de luz
6.4 Bruma divina
6.5 O coração da vida
2.2
A música do silêncio,
ao meio dia.
Estrela a minha
na promessa da estrada,
canção imprecisa
à sombra da poesia.
Diante de ti
na salsugem de anátema,
a paisagem deserta
nas torrentes da alegria.
Magoado prá tua fome,
a extravasar
a mensagem perdida,
da velha alma azul
da madrugada.
A desolação a perfumar sem conceção.
Nas grandes caminhadas
dos corpos enlaçados,
eu cantarei,
em cada concha,
uma canção em luta.
Piedosamente artista,
ciciada,
repercuta baixinho,
esmorçando no monturo seus passos,
louca e desamparadamente.
Ao vento poeira,
que me chora,
esperanças vagas de salvação.
Sem fim
no cristal neblina,
bebendo o ar na fundura
da memória que foi tua,
à flor tecerei
dum pregão luxo,
livros de dádiva no mundo.
Na sinfonia música
da tua mão,
jardins cinzentos de náufragos
delapidados.
Os luares na ura da hora
cantarei do impossível.
2.3
Verde indefetível
em laguna de terra virgem.
Paisagem motivo
de olhar alma,
claridade criança,
que se entorna literatura.
Um oceano meditação,
sulquei de música
à emoção germinal
das entranhas escopro
da nossa terra.
2.4
Do frio ressurgiremos
sem perdão.
Pelo branco sábio,
o canto respira do centro.
Projecto Forma Livre de Espectro Visível
Website https://espectrovisivel.com
Instagram @projeto_formalivre
Título Poesia à solta
© Todos os direitos reservados
1a Edição, Setembro 2023
Autor Filipe Garcia
Website https://filipegarcia.org
Instagram @amarama_filipe_garcia
Ilustrador Filipe Garcia
Imagens da capa Vítor Marques
Capa e paginação Filipe Garcia
Revisão textual Ana Penso Marques
ISBN 978-989-33-4998-4
Impressão Gráfica 99, Lisboa
Depósito legal 519 759/23
Com a participação dos poetas
Adrian Mihai (Adi), Filipe Garcia, Gabriel (Bunga), Gabriel Cardoso, Leonardo (Barata) e Vítor Marques.




















